CapÃtulo 292 âDulcia, o que aconteceu? Por que você está tão apressada assim?â perguntou Jean Escobar.
Dulcia lançouâlhe um olhar: âNão é da sua conta.â
Jean Escobar: ââ¦â¦â
âDiga ao tio Escobar que eu vou voltar para casa,â Dulcia acrescentou, e depois disse algo mais, âMano, espero que seu encontro à s cegas dê certo. Namorar alguém da infância é um bom sinal.â
A expressão de Jean Escobar escureceu na hora.
Mas Dulcia não parecia querer falar muito com ele e, com um bLauralho, puxou a porta do carro.
O motorista partiu em seguida.
Jean Escobar ficou parado, apertando o punho com força.
Depois, não se sabe o que lhe passou pela cabeça, mas ele relaxou a mão que estava firmemente cerrada.
Israel Ferreira voltou para a sala privada.
Joaquim e os outros estavam falando sobre algo.
Ao vêâlo, Joaquim brincou: âPor que essa cara de quem não quer se despedir?â
âEla é muito fofa,â Israel Ferreira sentouâse e disse a verdade.
âVocê também não está mais tão jovem, já está na hora de ser pai,â Joaquim falou sinceramente.
Israel Ferreira riu com ironia: âNesta vida, parece que eu não tenho essa sorte.â
âQue bobagem!â Joaquim disse com descontente: âSei que você ainda pensa na Tisha, mas quem está vivo tem que seguir em frente.â
Seguir em frente.
Havia quem lhe dissesse para seguir em frente.
Israel Ferreira ficou em silêncio.
âMas Lynn realmente tem alguma semelhança com o Sr. Ferreira,â nesse momento, um velho ao lado de Joaquim disse perspicazmente.
âTem mesmo?â Joaquim murmurou para si mesmo.
Ele não achava que ela se parecia com Israel Ferreira, mas⦠quando a pequena sorria, aqueles olhos, sim, lembravam a falecida Srta. Fernandes.
âVocês não perceberam?â
âVelho, eu tenho mais de setenta anos, meus olhos já não são bons o suficiente para ver claramente!âJoaquim e os outros irromperam em risadas.
Israel Ferreira também riu.
Um buraco em seu coração estava sendo preenchido por um vento frio.
Nesse momento.
Ele olhou de relance e viu algo preso na manga do seu terno.
Israel Ferreira o pegou.
Brilhante, era um grampo de cabelo em forma de borboleta.
Decorado com pedras preciosas de várias cores, parecia com diamantes de verdade.
13:14 Deve ter sido algo que a pequena lhe deu.
Israel Ferreira sorriu e colocou o grampo de volta no bolso do terno.
Ao chegar em casa.
Laura percebeu que um par de grampos de borboleta que a bisavó deu à mais nova tinha apenas um grampo. Ela tinha ouvido Toni dizer.
Esse par de borboletas era muito valioso, adornado com pedras preciosas raras, a bisavó havia até contratado um mestre artesão para fazêâlos à mão.
No mundo todo, havia apenas esse par.
Ela chorou muito por isso.
Planejou que na próxima vez que fosse lá, pediria demissão a Leira.
Lynn acordou.
Ela ainda estava chorando.
âPor que você está chorando, hein?â Lynn se aproximou, abraçando seu braço, continuando sonolenta, enquanto tentava consoláâla.
âSenhorita, eu perdi um dos seus grampos de cabelo em forma de borboleta, a bisavó vai me demitir!â
ela chorava cada vez mais.
Lynn pensou por um momento: âNão foi você quem perdeu, eu dei para à quele tio bonito, mamãe disse que não se pode almoçar de graça.â
O choro dela parou de repente: âAh?â
âNão chora, eu vou te proteger, eles não vão te demitirâ¦â
Enquanto consolava, ela balançava a cabeça como um pintinho bicando milho, e logo adormeceu novamente.
No meio da noite, sem conseguir dormir.
Dulcia veio ver Lynn e ouviu a conversa delas na porta.
Ela suspirou levemente.
Na verdade, Laura era muito leal.
Quando Lynn tinha dois anos, em Chicago, ela foi atacada por um Doberman, e Laura se sacrificou para protegéâla, mesmo agora, ainda tinha uma cicatriz na perna por causa disso. Mas agora que Lynn estava crescendo.
Ela era desajeitada, não podia mais cuidar delaâ¦
Para não preocupar LetÃcia Fernandes, Dulcia decidiu manter o encontro com Israel Ferreira em segredo.
No entanto, ela ainda mencionou a LetÃcia Fernandes a ideia de contratar mais uma babá.