Leira realmente não estava brincando.
Além do carro dela, havia mais dois veÃculos atrás, com as janelas abaixadas, ocupados por homens de porte grande.
LetÃcia não sabia se ria ou chorava.
"Vovó." Israel cumprimentou Leira educadamente.
Desde que ele tinha retornado a consciência, Leira não tinha vindo visitá-lo, então esse era um verdadeiro reencontro após um longo tempo.
"Quem é sua avó? Me chame de Sra. Banes ou Diretora Banes, não somos tão Ãntimos assim." Ela disse friamente, e então seu olhar se suavizou ao se virar para LetÃcia, "Querida, entra no carro, a vovó comprou castanhas caramelizadas, bem macias e docinhas, do jeito que você gosta."
"Claro!"
Antes de entrar no carro, e fora do campo de visão de Leira, LetÃcia deu um tapinha de leve no traseiro de Israel.
Depois, ela sussurrou em seu ouvido.
"Parabéns Sr. Ferreira, você acabou de encontrar a primeira pedra no caminho da reconciliação."
Dito isto, LetÃcia entrou no carro.
O motorista fechou a porta e Israel queria olhar um pouco mais, mas Leira fechou a janela do carro.
Israel, coberto pelo casaco, observou os três carros partirem.
Ficou parado por um momento, até que, sob a insistência do cuidador, subiu as escadas solitário.
No carro.
"Israel realmente mudou, Dulcia não mentiu para mim." Leira descascava as castanhas.
Era difÃcil enconstrar castanhas gostosas nessa estação do ano.
As que ela havia comprado eram especialmente deliciosas.
Ela tinha pesquisado na internet e atravessado grande parte da Cidade Lu só para comprá-las.
LetÃcia estava prestes a perguntar em que ele tinha mudado quando ouviu Leira dizer com desdém: "Viu como ele estava se fazendo de coitado? Achou que poderia me enganar, uma velha loba do jogo? ImpossÃvel. Só alguém cega pelo desejo e que esquece a dor poderia ser enganada!"
"Não é uma questão de ser enganada." LetÃcia descascou uma castanha e a colocou na boca, "à só que ele se livrou dos traços que eu detestava, e mesmo que eu não o quisesse, alguém iria querer. Por que deveria deixar alguém colher os frutos do que plantei com lágrimas e sangue durante tantos anos?"
Leira, em toda sua vida, foi uma mulher focada na carreira.
Ela teve alguns homens; além de serem bonitos, não tinham muito a oferecer.Books Chapters Are Daily Updated Join & Stay Updated for All Books Updates...
Ela nunca amou nenhum deles; foram apenas brinquedos e passageiros.
Então, ela não entendia muito bem o amor e ódio dos jovens.
Ela só sabia que qualquer um que não fosse bom para a sua neta, era ruim.
Mas ouvindo LetÃcia falar assim...
Ela pensou que talvez houvesse sentido nisso.
No entanto...
"Você voltou com ele há quanto tempo? Como sabe que ele não está fingindo? E se depois de se reconciliarem, ele voltar aos velhos hábitos?" Leira não tinha nenhuma confiança nos homens, "E se ele souber da existência de Lynn e YiYi, e se ele não for bom para eles, ou se vocês se separarem novamente, e ele brigar com você para ficar com as crianças?"
LetÃcia olhou para Leira com olhos claros: "Isso não vai acontecer."
"Não confie tanto nele!" Leira estava nervosa.
Sua preciosa neta era ótima em tudo, mas... Mas tinha dificuldade com questões amorosas!
"Eu confio em mim mesma." A voz de LetÃcia era calma, "Se ele estiver fingindo, se ele voltar aos velhos hábitos, eu não vou fugir mais. Ser viúva é até que bom, assim a famÃlia Banes pode simplesmente pegar a Concha Capital e o Grupo Ferreira."
Leira ficou surpresa.
Depois, ela bateu palmas e riu alto: "Boa! Muito bom! Eu gosto de ser uma viúva!"
LetÃcia saboreava uma castanha doce e macia, com um sorrisinho de canto.
Era certo que ela ainda amava Israel, mas também era verdade que ela não era mais aquela LetÃcia que aguentava tudo calada.
Seria maravilhoso envelhecer ao lado de Israel.
Mas se isso não fosse possÃvel, ela iria alcançar o ápice de sua carreira, um lugar onde ninguém mais poderia tocá-la.
Meia hora depois.
O carro chegou no condomÃnio.
LetÃcia sentiu-se nervosa de repente.
m Pegou o espelho de maquiagem e olhou de um lado para outro, assegurando-se de que não havia mais marcas em seu rosto, antes de abrir a porta do carro e descer.
"Mamãe! Mamãe!!"
Lynn estava na escada, pulando de alegria, balançando as mãozinhas sem parar.
Se fosse como antigamente, ela já teria corrido para os braços da mamãe.
Mas seu irmão tinha dito que a mamãe estava muito cansada da viagem de trabalho e pediu para ela não se jogar em cima dela.