Chapter 29: Ressentido

LUZ DO DIA || Severus SnapeWords: 9591

(Olá morceguinhos! Antes de qualquer coisa um aviso, indico lencinhos de papel caso vc tenha o coração fraco como o meu. Era só isso Boa leitura)

Havia se passado maisde uma semana desde a partida de Alice, desde o isolamento de Snape. O silêncio que pairou sobre ele quando ela partiu o corroeu como ferrugem no aço. Mas naquela manhã, a angústia tomou-lhe conta do peito. Severo passou as mãos no cabelo andando de um lado para o outro em seu quarto. Desde o dia em que amanheceu sem a presença de Alice, ele sempre a procurava nos jardins; na esperança de encontrá -la. Não era a primeira vez que Alice dava seus conhecidos "sumiços". Mas havia se passado muito tempo até para ela, que gostava de brincar de esconde-esconder. Certas coisas não podiam mais ser adiadas, Severo fechou a porta em um baque é seguiu rumo ao gabinete do diretor.

- Onde ela está Alvo? - Disse Snape mais desesperado do que nervoso.

- Oh, Bom dia meu filho! Pensei que não sairia mais do seu confinamento!

- Ao menos uma vez na vida, - Disse sentindo que a voz entrecortada lhe entregaria a qualquer momento, - Seja direto comigo! Onde está..... Alice?

Dumbledore olhou seu menino. O homem antes fora seu espião, impassível, impenetrável uma muralha de gelo, agora desmoronava em sua frente. Ele notou que Snape estava fazendo um esforço enorme para não chorar ali na sua frente. Abalado, desesperado.... Talvez sejam as palavras que o expressasse.

- Ela se foi Severo! Alice partiu!

Os lábios que estavam em uma fina linha tremeram. Snape sabia, lá no fundo ele sempre soube. Mas ouvir doeu mais do que imperdoáveis, e ele precisou ter muito controle para não se derramar ali mesmo.

- P-orque? Para onde ela foi? - Disse exausto.

- Severo, ela voltou para a Itália, em outras palavras ela voltou pra casa! Espero que entenda porque ela partiu! Espero que entenda porque ela se foi! - Disse Dumbledore em forma de consolo,- Porque te amava demais!

- Mas eu continuo aqui! E continuo perdidamente apaixonado por ela!

Severo estava sem chão, a única pessoa que conseguiu o fazer acreditar no amor, acreditar que poderia ter uma segunda chance, havia partido é levado seu coração consigo.

- Sente falta dela, não é meu filho?

- Toda manhã, eu acordo e digo a mim mesmo: É apenas um dia, um período de vinte e quatro horas para passar! Mas um dia.... Só mais um!

Dumbledore nada disse, apenas o observou por horas e por horas Snape continuou ali, olhando para o nada perdido em pensamentos.

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- É então querida, está pronta? - Perguntou Sebastian com um sorriso orgulhoso nos lábios.

- Sim papai! - Disse Alice em um suspiro.

Alice vestiu uma capa vermelha com capuz que cobria parte de seu rosto. Ela havia tido tempo suficiente para esse momento. Hoje ela iria experimentar o sabor do sangue pela primeira vez. Aquele era um momento importante para todo meio vampiro, Alice finalmente passaria da adolescência para a fase adulta. O ritual poderia parecer estranho para várias pessoas mas para os vampiros, especialmente os que não são puros, era uma dádiva. Pois o sangue iria os fortalecer fazendo com que cheguem ao ápice de seus dons, tendo assim mais controle sobre os mesmos.

Ela caminhou nervosamente até o grande salão onde os vampiros estavam reunidos para presenciar o ritual da única herdeira dos Manson. Alice pode perceber que o lugar não era muito iluminado mas mesmo assim ela pode ver os quadros assustadores que decoravam as paredes do salão. Mais a frente um homem de cabelos negros é compridos até as costas, segurava um cálice de ouro nas mãos. Alice quase não reconheceu seu padrinho, Drax. O homem era alto é tinha uma postura de superioridade perante todos ali presentes, seus olhos eram vermelhos é sua pele extremamente pálida como se estivesse morto.

- Reunimos todos vocês aqui hoje! - Disse Drax olhando em volta, - Para o ritual de passagem da Senhorita Alice Manson! Que após o ritual, atingirá assim a fase adulta!

Todos agora olhavam atentamente para Alice que lentamente retirou o capuz de sua cabeça, finalmente revelando seu rosto. Ela aproximou-se de seu padrinho que logo lhe estendeu a taça é após uma breve reverência a mesma leva a taça até os lábios. De repente uma sensação estranha lhe atingiu assim que o líquido avermelhado passou por sua garganta, seu gosto era suave mas um tanto ferroso é era incrivelmente delicioso para a total surpresa de Alice.

Não demorou muito para que as chamas se fizessem presente só que dessa vez mais fortes, consumindo rapidamente o corpo da garota. Os olhos fechados se apegavam as boas lembranças que teve. Lembrou-se dos amigos e das farras em Hogwarts é lembrou-se dele. Os olhos de ônix ainda tinham o mesmo efeito nela, mesmo sendo só em sua mente. A voz rouca dele que sempre lhe pegava desprevenida veio em sua mente, e ascenderam ainda mais suas chamas fazendo com que ficasse impossível de se olhar diretamente. O âmbar de seus olhos nunca esteve tão intenso e poderoso, naquele momento ela já não era mais a mesma, ela havia se tornado o fogo que a consumia.

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O mês de dezembro passou tão rápido quanto se possa imaginar. Alice olhava-se no espelho analisando-a. Ela havia mudado bastante após o ritual de passagem, o rosto agora já não continha mais as feições infantis de antes, o corpo ganhará formas mais esculturais, formas de mulher. Os olhos agora mais azuis contrastava com a pele tão delicada é branca que manteve. Isso fez com que Alice desse um sorriso mas logo ele morreu quando seus olhos pousaram no colar prateado em seu pescoço, ela não pode evitar que uma lágrima solitária escorresse por sua face ao lembrar de quem havia lhe dado tal presente.

As bicadas apressadas em sua janela tiraram Alice de seus devaneios a fazendo limpar rapidamente a lágrima de seu rosto. Uma coruja carregava um pergaminho no bico, parecia estar cansada, a carta provavelmente veio de longe. Alice abriu, e instantâneamente um largo sorriso formou-se no rosto. Luna estava grávida de um menino, e Draco estava a convidando para o casamento na praia que seria nesse fim de semana. Alice jogou-se na cama, o sorriso ainda estava ali, estampado no rosto. Por nada nesse mundo perderia esse casamento.

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As férias haviam terminado; a escola antes vazia, agora enchiade alunos novos e veteranos. Severo não mais apareceu nos jardins à procura de Alice, nem tão pouco aparecia no grande salão para as refeições. Mas todas as tardes durante o tempo que havia passado, ele seguia para o gabinete diretor, e lá passava horas em silêncio olhando para o nada perdido em lembranças, aquela sala havia se tornado seu porto seguro onde tentava se esconder de tudo é principalmente das coisas que o faziam lembrar-se dela. Depois voltava silenciosamente para seus aposentos, onde bebia até o sono lhe atingir. Isso se repetiu todos os dias sem exceção.

- Ainda está esperando por ela Severo? - Questionou Dumbledore intrigado.

- Sempre. - Respondeu sem mover um músculo sequer.

- Os alunos já estão sentindo falta do temido professor de poções Severo! Há boatos de que você nem sequer tira mais pontos deles!

- Eles estão sentindo falta de perder pontos?

- Eles sentem falta do antigo mestre de poções!

- O antigo Severo morreu Alvo. Alice o levou com ela! - Respondeu com a voz embargada.

- Severo meu filho, não se martirize assim! Gostaria de saber o que houve com o impenetrável Snape!

- Eu não sei exatamente o que aconteceu comigo Alvo, e pela primeira vez não me importo. Eu não deveria ter que me importar. Eu não devia ter me apegado tanto no passado. Eu percebo agora que morrer é fácil. Viver é mais difícil! As pessoas da minha vida tem o estranho hábito de desaparecer dela! O que me doi, não foi ela ter simplesmente partido o que dói foi ela ter me mudado é depois partido!

Pela primeira vez depois do silêncio que tomou conta de Snape, ele se abriu para Dumbledore. Ele sabia agora que Severo a esperaria ali, sentado naquela sala até o fim de seus dias. E a única coisa que o mestre de poções esperava era isso, o fim dos dias! O remoço que afligia Severo não era mais Lilian, por não ter cumprido sua promessa. A sua maior dor foi ter deixado Alice ir.

Silenciosamente Severo seguiu pelos corredores escuros rumo ao seus aposentos. Jogou-se na cama esperando que o dia de amanhã não chegasse nunca para ele, mas os pensamentos não o deixaram em paz.

"Eu queria tanto me deitar ao lado dela, envolve-lá em meus braços e adormecer. Não queria transar, como nos filmes. Nem mesmo fazer amor. Só queria dormir com ela, no sentido mais inocente da palavra".

Pela primeira vez depois que ela partiu, ele não segurou o choro. Era inútil conte-lo. O frio que envolveu seu coração era quase tão cortante quanto as lágrimas que escorriam pelo rosto e molhava o travesseiro.

Ele apenas queria ser seu único amor. Mas agora sabia que a distância talvez não lhe desse essa chance. Ele sabia é a odiava por não se importar com ele. Ele a odiava por tê-lo deixado aquela noite. E odiava a si mesmo por te-lá deixado ir embora, porque, se tivesse sido o suficiente, ela não teria ido embora. Simplesmente teria deitado juntos, conversado é chorado. E ele a teria ouvido e teria beijado as lágrimas que caíam do rosto de Alice.

(É então, o que acharam? Não da vontade de segura a cabeça dos dois de baixo da água até pararem as bolhas? Brincadeira kkkkk)

Até o próximo capítulo Morceguinhos!