Capitulo 214 âEu nunca quebrei um acordo.â
Angela Alves não tinha mais intenção de pegar dinheiro, só queria preservar o pouco de dignidade que lhe restava.
Mas agora ela mudou de ideia.
Por que não aceitar?
Com dinheiro, o diabo pode moer um moinho.
Com dinheiro, ela poderia fazer multas colsas, proteger as pessoas que arnava, ajudar sua carreira a decolarâ¦
Se o destino the deu a chance de ganhar dinheiro sem esforço, por que não a aproveitar? Ela não era tola.
Além disso, mesmo que ela recusasse o dinheiro, o chefão não a verla com bons olhos e poderia até pensar que ela tinha segundas Intenções!
Felipe tinha um olhar sombrio nos olhos.
Embora não tivesse quebrado o acordo, ela sempre Ignorou suas proibições, indo contra as ordens dele, mais escorregadia que uma engula.
âNão adianta tentar ser inteligente na minha frente, lembreâse disso!â
âEu me lembreiâ â Ela fez um bico, seguindo o homem como um tigre, ansiosa para ter a criança, pegar o dinheiro e ir embora.
Depois que a pintura secou, Felipe a pendurou no lugar mais visÃvel da sala, parecendo gostar dela.
No que dizia respeito a Ãngela Alves, o que ele realmente gostava era do toque final que ela havia dado ao quadro.
âDe agora em diante, nas pinturas de famÃlia, o pai não pode faltar!â Ele se virou, olhando-a seriamente, com um tom de voz autoritário.
Angela Alves ficou tonta. Não podia haver um pouco mais de presença materna?
Nem todas as atividades entre pais e filhos exigiam a presença do pai!
Fazendo uma careta, ela acenou com a cabeça: âEntendidoâ.
Ah, ovos não podem ter diamantes, é melhor se acalmar!
Nesse momento, o telefone de Felipe tocou. Era Helena, âFelipe, amanhã tem uma festa de late em Costa Rosa, vamos juntos?â
âClaro, vou te buscar amanhã.â
11:16 Angela Alves fingiu não ter ouvido nada, sentouâse no sofá e pegou o copo de água da mesa de centro.
Ela tinha visto a chamada de Helena.
Eles com certeza irlam ter um encontro amanhã.
Seu coração inexplicavelmente afundou. Ela rapidamente tomou um gole de água para diluir e lavar os sentimentos que não deveria ter.
Desligando o telefone, Felipe pegou seu casaco no sofá: âTenho compromissos à tarde, voul sair agora.â
âAhâ â Ela respondeu baixinho.
Não à toa era o queridinho, um telefonema e o coração do chefe era roubado, mal podendo esperar pelo encontro do dia seguinte, ansioso para vêâla.
Ouvindo o som da porta se fechando, ela olhou para o quadro na parede, e um sorriso melancólico surgiu em seus lábios.
Na verdade, a pessoa mais dispensável naquela pintura era ela!
Levantandoâse do sofá, ela foi para o quarto, arrumou algumas roupas e saiu. Felipe não voltaria mesmo, melhor passar o fim de semana com a famÃlia.
Domingo era a nova gravação do âJovens Sonhosâ.
Assim que Enzo Alves chegou à estação, conheceu Rebeca.
Eles eram o casal mais invejado da Academia de Teatro de Cidade Mar.
Ele era o astro alto e ensolarado, ela era a bela e pura rainha da escola. Juntos, eles eram um conto de fadas perfeito.
Pena que o amor era frágil, podia compartilhar alegrias, mas não tristezas.
O olhar de Enzo Alves passou friamente pelo rosto dela e foi direto para o prédio.
âEnzo Alves!â Ela correu atrás dele, mas a assistente dele, Aida, rapidamente se colocou no caminho:
âDesculpe, o Enzo está se arrumando e não quer ser incomodadoâ.
Rebeca mordeu o lábio, olhando para as costas frias de Enzo Alves, com o coração pesado.
Ela jamais imaginou que Enzo se recuperaria e conseguiria recursos tão bons. O mundo do entretenimento já o colocava na lista de futuras estrelas.
Enzo Alves não era apenas bonito e talentoso, ele era uma inspiração, e tinha fãs de todas as idades!
Foi então que a voz de Humberto chegou por trás: âEnzo Alves, essa é sua exânamorada, vai 11:16 Capitula 214 ser tão insensivel assim? Será que um novo amor fez você esquecer o antigo?â
Ele falou alto, querendo que os paparazzi ao redor ouvissem.
A popularidade de Enzo Alves estava num crescimento meteórico, e isso quase o levou à loucura. Se ele não aproveitasse a oportunidade para acabar com ele, nunca resolveria o ressentimento que o estava consumindo.