CapÃtulo 317 Felipe Tavares sorriu ao pegar a bagagem ao lado de Inês: âVocê não trouxe muita coisa, não é?â.
âSim, não tinha muito o que trazer.â â Inês trancou o carro e Amado, ao lado dela, agradeceu:
âObrigado, irmãoâ.
âImagina.â â Felipe, carregando as malas, seguiu em frente, parecia que tinha chegado ao carro de Bruna, que estava na frente indicando o caminho: âAchei que você ia trazer muita tralha, por isso chamei um ajudante.â
Felipe, com suas malas, comentou: âVocê está exagerando, quando se muda parece que chama um caminhão da empresa de mudançasâ.
Ao ouvir isso, Inês não pôde deixar de rir, e todos entraram no elevador do estacionamento subterrâneo, observando os números subirem: âVocê vai morar no quarto andar?â
Quatro, quatro, quatro, soa como má sorte.
Bruna falou despreocupadamente: âNão tem problema, o apartamento é do Felipe, e além do mais, sol, lá, si, dó, o quarto é dó, prosperidade!â
Ah, não tem como discutir com você.
Inês disse a Felipe, ainda rindo: âDesculpe o incômodo.â
âQue incômodo o quê.â
Bruna acenou com a mão: âEsse homem tem propriedades por todo o paÃs, e até uma ilhota no exterior. Só escolheu um cantinho para a gente morar, não se preocupe.â
Inês exclamou surpresa: âFelipe, você é tão poderoso assim? Como é que eu não percebi antes?â
âHá muitas pessoas ricas e discretas por aÃ.â â Bruna não estava errada, e Inês pensou em seus colegas de estúdio, todos figuras notáveis, mas discretas.
Felipe era muito modesto, sem nenhum traço da arrogância tÃpica dos herdeiros ricos: âSempre fui um pouco rebelde, mas meu sonho era ter um restaurante, ser gentil com os clientes não me envergonhaâ.
Isso faz sentido, cada um em seu próprio papel.
Eles chegaram ao andar e arrastaram suas bagagens para dentro. O andar inteiro era do Felipe, com tudo integrado, uma grande sala de estar e quartos já decorados. Felipe entrou e imediatamente pegou Amado no colo: âComprei chinelinhos para vocês, então escolham um quartoâ.
âNossa! Vou ter meu próprio quarto!â â Amado estava muito feliz: âObrigado, Felipeâ.
âDe nada, vá e escolha, eu levo suas coisas.â â Felipe acompanhou Amado para ver os quartos, enquanto Inês e Bruna se sentaram no sofá e se olharam por um longo tempo até que finalmente riram.
Bruna comentou: âVocê perdeu pesoâ.
âVocê também.â â Inês piscou para ela: âCelso se esforçou tanto para te encontrar.â
âCom você por perto, eu sabia que não tinha com o que me preocupar.â
Bruna ajeitou o cabelo atrás da orelha: âEle não te deu trabalho, né?â
âO que ele poderia fazer comigo?â â Inês sorriu pegando um pedaço de fruta cortada na mesa de centro, 09:20 CapÃtulo 317 surpresa: âUé? Quem preparou isso?â
âFelipe, é claro. Quem mais? Essa maneira de cortar a fruta já mostra que é o trabalho de um chef cinco estrelas.â â Bruna pegou um pedaço de maçã cortado em forma de coelho com um palito de dente: âNão é incrÃvel?â.
âEles a estão tratando como uma rainha.â â Inês sussurrou: âEntão, você vai ceder?â
âEstou pensando.â â Bruna disse seriamente, mastigando sua maçã: âEi, me conte sobre você e Noe.â
Ao mencionar Noe, a expressão de Inês se desfez: âO que você tem para me contar? Sempre as mesmas coisas.â
âEle sabe que você foi embora?â â Bruna perguntou curiosa enquanto ele deve estar virando Cidade Mar de cabeça para baixo.â
âEu não me importo mais.â
Comia sua maçã: âConhecendo Noe, Ao ouvir Bruna falar sobre Noe, os cÃlios de Inês se agitaram, mas ela logo recuperou a compostura:
âNão quero mais pensar nele, já sofri o suficiente.â
âSe você for esperta, aprenda com isso.â â Bruna lhe deu um tapinha no ombro: âQue tal assim? Vou simular um acidente e fingir que você foi atropelada. Aà o Noe desiste de vezâ.
Inês quase morreu de rir com a péssima ideia que lhe foi sugerida: âNão, quero viver bem, tenho andado na linha a vida toda, não preciso me esconder e viver de maneira clandestina.â