Addy
Saindo do chuveiro, com a pele ainda úmida, me vejo no meio do banheiro aberto. Quero fechar a porta, mas o Drake não chegou perto dela. Não posso deixar de sorrir, sabendo que ele está respeitando a minha decisão de esperar. Pego seu roupão pendurado no gancho e o vejo esparramado sob as cobertas, com o peito nu, um ronco suave escapa de seus lábios.
~Ele é um dos parceiros mais atraentes que já tive,~ ~ela ronrona.
~Lembra, ele não vai pressionar a gente⦠E não vamos pressioná-lo também. Quando eu estiver pronta pra ficar com ele, vai rolar. Essa parte me assusta. Eu não tenho experiência, e ele tem. E se eu não for boa o suficiente pra ele? ~ ~Meu olhar percorre seu corpo.
Ela bufa. ~A primeira vez é sempre meio diferente... à incrÃvel ele satisfazer uma necessidade que vai crescer dentro de você até que você implore por mais. Sempre estive em corpo de virgens quando chega a hora, mas não sou inexperiente. Vai ser tão satisfatório quanto a minha primeira vez. Os machos alfa são, digamos, generosamente dotados pra agradar as suas parceiras. Ele não se importará com a sua inexperiência; os machos amam as suas parceiras incondicionalmente. Ele pode te ensinar coisas mais tarde pra satisfazê-lo, mas no que diz respeito ao sexo, você será perfeita aos olhos dele.~
Imagens do que ela está descrevendo passam pela minha mente, causando um arrepio. Eu balanço a minha cabeça. ~Não, não, não! Quero ser surpreendida por ele quando acasalarmos. Não quero que você dê uma espiada quando não estou olhando.~
Ela revira os olhos para mim enquanto vou para o armário. Pego um short de pijama e uma camisa e volto ao banheiro para secar o cabelo. Quando acabo, vou para a cama na ponta dos pés, tomando cuidado para não acordá-lo. Mas ele deve sentir que deitei. Seu braço envolve a minha cintura, me puxando para perto. Ele enterra o rosto no meu cabelo, sua respiração se estabiliza enquanto seu calor me envolve. Meus olhos ficam pesados. Ela pode ter me nocauteado mais cedo, mas não foi um sono de verdade. Essa foi a experiência mais dolorosa que já tive. Parecia que meu corpo estava em chamas. Eu gostaria de estar inconsciente, mas a minha mente estava dolorosamente consciente de tudo. A pior parte foi quando ela fundiu as nossas almas. Parecia que um atiçador quente estava pressionado contra o meu peito, ficando cada vez mais quente até que eu não consegui mais suportar. Ser queimada viva não se compararia a esse sentimento. Gradualmente, minha mente se acalma, me deixando mergulhar no sono tão necessário.
No final da tarde, meu estômago ronca alto, me acordando. Minhas costas doem por causa da posição em que estou, mas quando tento me mover, algo me prende. Viro a cabeça para ver a perna do Drake e metade de seu corpo sobre o meu, me impedindo de me mover. Eu me empurro um pouco, arrancando um grunhido dele. Ele se move o suficiente para eu rolar e esticar as costas.
"Não gosta que eu te agarre?" Sua voz está cheia de sono.
Estico os braços. "Minhas costas tavam doendo. Eu precisava virar. O jeito que fiquei torcida com o seu peso em cima de mim tava muito desconfortável."
Ele ri sonolento, seu rosto paira sobre o meu. "Essa não é uma boa desculpa. Você veio pra cima de mim ontem à noite. Tive que te conter."
Meus olhos se arregalam. "O quê?"
Ele afasta uma mecha de cabelo do meu rosto. "Se eu não conseguisse me controlar, você teria acordado comigo dentro de você."
Devo parecer confusa. "Como eu poderia ter dado em cima de você se eu tava dormindo?"
Ele aponta para uma leve marca rosa em seu pescoço. "Você fez isso comigo ontem à noite. Acordei com você beijando e chupando o meu pescoço. Se eu não fosse um Alfa, você teria acordado no meio da transa. Eu acho que você tava sonhando ou algo assim, porque os barulhos que você fazia tornavam muito difÃcil não te acordar. Tive que tomar um banho frio pra me acalmar. Não é a melhor solução, mas não tive escolha."
~Mystic, o que você fez?~ ~Eu rosno para ela.
Ela sorri. ~Nada. Eu tava dormindo, como você. Não consigo controlar o que a sua mente faz quando você tá dormindo.~
~Você fez o meu corpo fazer isso, não foi?~ ~Eu olho para ela.
Ela se levanta e caminha até mim. ~Não, eu não fiz. Foi a sua mente trabalhando enquanto seu corpo dormia. Só vai piorar com o passar do tempo. Devo avisar, quando a humana da qual faço parte encontra seu companheiro, ela fica maluca até que o processo seja concluÃdo.~
Cruzo os braços para ela. ~Só dessa vez, você pode me deixar andar no meu próprio ritmo? Sei que chegará a hora de ficarmos juntos, mas quero que seja nos meus termos, e não nos termos de qualquer outra pessoa. Quebra esse galho, porque parece que você vai me obrigar a fazer todo tipo de coisa no futuro.~
Ela se senta, me estudando. ~Eu não vou obrigar você a fazer coisas. O futuro se revelará e teremos que seguir em frente. Vou recuar agora, mas prometo que não sou eu quem tá fazendo isso; é a sua mente. Ela sabe o que quer e não vai parar até estar satisfeita.~
"Addy," a voz do Drake me tira da minha conversa interna. "Você tá me fazendo sentir ignorado, conversando aà com a sua loba."
Pisco rapidamente. "Desculpa, estávamos tentando resolver algumas coisas."
Ele paira sobre mim. "Addy, eu sei que esses últimos dias foram difÃceis com tudo o que aconteceu. Espero que você entenda que vou estar sempre aqui pra te ajudar, quer você precise conversar ou apenas queira um abraço."
Seguro seu rosto em minha mão. "Eu sei. Parece que acabei de correr uma maratona sem parar. Ainda tô me adaptando a toda essa novidade. As coisas estão lentamente começando a se acalmar."
Seus olhos piscam para os meus lábios enquanto falo. "Tem outra coisa que quero tentar, se você topar. Já estamos juntos há dois dias e, geralmente, é a primeira coisa que os companheiros fazem quando se encontram."
Eu sei onde ele quer chegar. "Eu nunca beijei antes. E se eu não for boa?" Minha voz é apenas um sussurro.
Um sorriso lento se espalha pelo seu rosto. "Não é complicado. Você vai pegar o jeito em alguns segundos. Matemática é mais difÃcil do que isso."
Franzo a testa com a comparação. Seu rosto agora está a centÃmetros do meu. "Eu simplesmente não..."
Seus lábios roçam os meus. "Por favor, não vamos além do que você deseja. Mas eu tô morrendo de vontade de beijar você desde que nos olhamos pela primeira vez."
Antes que eu possa terminar de concordar, seus lábios encontram os meus suavemente, enviando faÃscas pelo meu corpo. Sigo seu exemplo enquanto nossos lábios se movem juntos. Posso sentir um leve sorriso em seus lábios quando ele se afasta. Seus olhos estão dançando antes que ele se incline novamente, seus lábios se movem lenta e suavemente contra os meus. Quanto mais nos beijamos, mais confortável eu fico. Sua lÃngua varre meus lábios, arrancando um pequeno suspiro de mim quando entra na minha boca. Fecho os olhos, sentindo a lÃngua dele roçar na minha enquanto imito suas ações. Um grunhido baixo sai de seu peito enquanto ele se move lentamente sobre mim, prendendo as minhas mãos e seus movimentos se tornam mais intensos. Sua lÃngua dança com a minha enquanto sinto seu pênis rÃgido pressionando contra a parte interna da minha coxa, fazendo meu pulso acelerar. Ele libera os meus lábios, beijando meu pescoço até o local onde as fêmeas carregam as marcas de seus companheiros. O calor inunda o meu corpo quando sua boca começa a sugar aquele local. Sinto a picada de seus caninos em meu pescoço. Estou prestes a abrir a boca quando ele coloca a mão ao meu lado, seu corpo se move lentamente contra o meu em um ritmo tão suave que eu não sentiria se ele não estivesse em cima de mim.
Um gemido baixinho escapa dos meus lábios, atraindo-o de volta para outro beijo. Sua mão começa a avançar em direção à bainha da minha camisa. Quero que ele pare, está indo muito rápido, mas não consigo encontrar as palavras. Seus dedos roçam a pele onde minha camisa subiu, ele segura as minhas mãos. De repente, um uivo alto ecoa pelo corredor, me fazendo pular. Sua cabeça gira em direção à porta.
Ele ri e se vira para mim. "Tá tudo bem, querida. Isso é exatamente o que acontece quando um macho acasala com a sua fêmea pela primeira vez. Acho que o Alfa Tate acabou de marcar a minha irmã."
O pensamento deles juntos envia uma onda de calor ao meu rosto. Ele afrouxa o aperto, percebendo a minha reação, e se afasta, me ajudando a ficar de pé.
Ele puxa a minha camisa de volta para baixo. "Me desculpa por isso. Eu não sabia que meus beijos tavam deixando você tão frenética."
Seu braço envolve a minha cintura. "Eu tava só testando, vendo até onde você me deixaria ir. PoderÃamos ter continuado se aquele uivo não tivesse nos interrompido."
Tiro o cabelo do rosto. "Sinto muito, Drake. Só não tô pronta pra essa etapa ainda."
Ele gentilmente toca meu ombro. "Eu nunca iria forçar você a fazer algo que você não esteja pronta. Vamos chegar lá eventualmente, eu posso esperar. Podemos continuar nos beijando e talvez eu possa tocar essa pele macia que as suas roupas escondem, mas só vamos até o fim quando você estiver confortável."
De repente, a porta se abre e Myra fica lá, corada e com uma nova marca vermelha no pescoço. Ela aponta. "Olha, finalmente estou acasalada!"
Tate a segue. "Desculpa, Drake. Tentei impedi-la, mas ela foi rápida demais..."
Nós dois começamos a rir ao vê-los. Ele está de cueca e ela com um conjunto de lingerie sexy. Eles olham para si mesmos e depois se juntam à s nossas risadas antes de saÃrem rapidamente do quarto.
"Acho que deverÃamos nos vestir e começar o dia. Eu ouvi seu estômago roncar mais cedo. Você deve estar faminta. Por que você não se veste enquanto eu peço comida pra nós?"
Ele desliza para fora da cama, pega o telefone e vai até a janela enquanto eu vou para o banheiro.
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