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Chapter 792

Chapter 801

Aurora Dourada: Retorno By Ricardo Almeida

Capítulo 801 Essa erva, quando lançada na água, tornava-se tóxica. Quem fosse envenenado passaria o dia inteiro sonolento, sem apetite, debilitado, com frio, e em menos de uma semana debilitaria e morrer.

Isabella olhou de forma penetrante para Sra. Hilda. “Conseguir um posto de cuidadora indica que você possui certo conhecimento de farmacologia. Sabe por que desconfio de você? Porque a medicação que preparei para o vovô continha um ingrediente capaz de ser simplificado para extrair essa erva venenosa. Você foi esperta, não buscou em mercados externos, mas optou por usar o que tinha em mãos.”

“Eu não sei do que você está falando!” Sra. Hilda parecia cada vez mais nervosa.

“Regina é completamente leal à vovó, então não suspeito dela. E você, qual é o seu motivo?”

“Sra. Hilda, foi você mesmo?” Nair Pires estava sem acreditar. “Por que você faria isso?”

“Isabella não se enganaria, eu confio nela. E você, minha mãe nunca lhe causou problemas, por que queria fazer mal a ela?”

Carlos Neves também estava com raiva.

“Não fui eu...” A expressão de Sra. Hilda ficava cada vez mais nervosa, e seu olhar, evasivo.

“Continua negando? Você sabe o que acontece com quem tenta prejudicar a família Neves? Vai confessar ou não?” Mariana Neves a criticou com raiva.

Sentada na cama do hospital, Hana Vasconcelos observava Sra. Hilda se contorcer em desconforto, sentindo que já tinha a resposta.

Mas o que ela não entendia era, “Não temos nenhum problema, por que você fez isso?”

Mesmo diante de quem a prejudicava, a matriarca que comandou com força por décadas mantinha uma serenidade impressionante.

Isabella começou a ver a avó com outros olhos.

“Basta eu fazer uma ligação, existem meios de fazer você falar...” Nair Pires estava quase certo do que aconteceu e disse, com raiva, “Vai confessar aqui ou prefere falar na delegacia?”

“Senhora...”

Ao ouvir falar em polícia, Sra. Hilda não aguentou mais e se abriu.

Nos últimos meses, enquanto cuidava do senhor, ela nutriu um afeto por ele e quis se tornar mais próxima...

Mas ao ver Hana acordar, entrou em pânico, com medo de perder sua chance, e assim, o desejo assassino surgiu...

1/2 12.15 Ela pensou que com a morte de Hana, o senhor escolheria alguém para estar ao seu lado...

Com seu conhecimento de farmacologia, achou que poderia executar o plano sem falhas...

Mas não imaginou que, antes mesmo de Hana beber a água envenenada, Isabella descobriria!

Quem era essa garota afinal?

Como ela tinha tanto conhecimento em medicina...

“Você realmente é...” Nair Pires, sem palavras após ouvir a explicação, não podia acreditar que a cuidadora quisesse matar Hana para tomar seu lugar.

Como se não soubesse de sua própria condição!

Nair estava tão irritada que ligou para o hospital, exigindo que levassem a mulher rapidamente para a delegacia...

Hana olhou para Isabella, que com sua análise decidida, calma e inteligente do caso, merecia um novo respeito.

“Isabella, como você percebeu que havia algo errado com a água?” Hana perguntou com carinho.

“Essa erva, quando misturada na água e exposta à luz, a torna um pouco turva, e um fino resíduo pode ser visto no fundo do copo. Como essas partículas são extremamente pequenas, passam despercebidas facilmente.”

Qualquer pessoa que bebesse a água de uma vez só não notaria a diferença, e mesmo que houvesse pequenos resíduos quase invisíveis, não suspeitaria de nada.

“Você também entende dessas coisas.” Hana mostrou-se surpresa e admirada.

“Mãe, você não sabe, Isabella sabe muito...” Carlos começou a elogiar a garota, nã podia parar, “Ela tem tantas qualidades...”

“Essa vez foi uma sorte ter você.” Hana deu mais um tapinha na da mão de Isabella e depois olhou para Nair Pires. “Ah, é verdade, dessa vez eu consegui acordar graças ao esforço incansável daqueles médicos. Você poderia chamá-los? Eu gostaria de agradecer pessoalmente...”

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