CapÃtulo 173 Na sala de espera do hospital, eles aguardaram ansiosos por três horas até que as luzes da sala de cirurgia se apagaram e Carlos saiu, aes Ele olhou para Liliane, que estava sentada no banco, atordoada e sem alma.
Liliane... Chamou Carlos.
Liliane levantou a cabeça mecanicamente e olhou para a sala de cirurgia.
Como está Lucinda? â Perguntou ela, com uma voz rouca.
Lucinda já estava em estado de choque quando foi trazida para o hospital. Embora a cirurgia tenha sido bemâsucedida, ela ainda não saiu do periodo critico. Prepareâse para o pior. Disse Carlos, baixando os olhos.
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Os lábios de Liliane tremeram e seu corpo todo gelou.
O que você quer dizer? â Questionou Liliane.
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Ou seja, há uma grande chance de ela ficar em estado vegetativo. Disse Carlos, com voz sombria.
Ao ouvir isso, Liliane sentiu um apagão em sua visão e seu corpo desabou para o lado.
Eduardo rapidamente ergueu a mão segurando ela.
â Lili! Exclamou Eduardo.
Liliane recuperou a consciência, lágrimas caÃram num instante.
Uma forte sensação de culpa se espalhou.
à minha culpa... Tudo é minha culpa... Expressou Liliane.
â Lili, isso não é culpa sua. â Consolou Eduardo, sentindo seu coração doer.
Liliane balançou a cabeça, chorando, com as mãos cobrindo o rosto.
â Fui tão obcecada em buscar vingança que não coloquei as crianças e a Lucinda em +15 BONUS primeiro lugar! â Disse Liliane.
Lili, se culpar agora não ajuda. Disse Eduardo, franzindo a testa. Não sabemos o paradeiro das crianças e Lucinda ainda está em perigo. Você não pode desmoronar.
-Ja se passaram três horas! â Liliane chorou desesperadamente. Eles levaram as crianças sem fazer nenhuma exigência! Nenhuma notÃcia na delegacia! Lucinda ainda está em perigo! O que eu vou fazer? O que eu vou fazer?
Ding!
Assim que as palavras sairam, o celular de Liliane tocou com o som de uma mensagem.
Ela estremeceu e tirou o celular do bolso.
Um número desconhecido e uma mensagem.
âDou a você trinta minutos para tirar a trending topic que informa ao mundo que você está difamando de propósito Mavis. Caso contrário, você não verá mais suas crianças.â
ese Ao ler a mensagem, os olhos de Liliane se tornaram vermelhos de imediato.
Ela apertou com força o celular, seus olhos estavam cheios de raiva.
A â à Mavis! Definitivamente foi ela que sequestrou as crianças! Ela quer que eu a ajude a se limpar, ou as vidas das crianças estarão em perigo! â Disse Liliane.
Eduardo se levantou rapidamente para deter ela.
â Lili, acalmeâse! Não se esqueça de que, além do avô, Mavis não tem mais ninguém! Não se apresse, vou ligar para a polÃcia e então... Acalmou Eduardo.
â Isso adianta alguma coisa? â Liliane interrompeu Eduardo. Se ele respeitasse suas opiniões, não teria feito isso comigo. Ele é cruel! Não tem humanidade! Não entende o que é a vida!
Lili, sou inútil. Disse Eduardo, com exaustão e com um semblante pesado.
Ele estava bolando um jeito de passar os bens dele e as conexões que construiu nesses anos.
Só que por enquanto, não era a hora.
+15 BONUS â
Não é sua culpa, é que talvez eu não tenha habilidade suficiente. Liliane enxugou as lágrimas e virou para Carlos, acrescentando. â Carlos, a responsabilidade da Lucinda está com você, eu estou saindo.
â
Beleza. â Concordou Eduardo, olhando para cima ao ouvir isso.
Liliane saiu do hospital.
â
â Lili, talvez haja uma pessoa que possa ajudar. Eduardo segurou Liliane, que estava indo com pressa.
â Quem? â Perguntou Liliane, parando.
William. No entanto, você provavelmente terá que revelar a identidade das crianças a ele. Respondeu Eduardo.
Eu sei disso! â Liliane não hesitou.
Eles entraram no carro juntos e Liliane discou uma série de números no celular.
Cinco anos se passaram, mas ela ainda conhecia de cor o número de William.
Não demorou muito para o homem atender.
William, sou eu. Disse Liliane, diretamente.
CapÃtulo 174