Carlos, porém, disse com frieza: âEla não vai embora.â
Falou com toda a certeza.
âAh? Por que não? A moça já disse que ia embora.â
Carlos olhou-o com desdém: âIr embora sem ganhar nada? Não estaria perdendo?â
Nathan, confuso, perguntou: âO que você quer dizer?â
â⦠Ela não se aproximaria de mim repetidamente sem motivo algum. Deve haver alguma intenção por trás disso.â
â⦠Mas acho que a Srta. Paz não parece ser má pessoa.â
âConhecer alguém pela aparência não revela o que está no coração. Todo mundo sabe atuar.â
Nathan: â⦠Carlos, por que hoje sinto que você está especialmente ressentido com a Srta. Paz?â
Depois que o resultado da avaliação, ele passou a gostar ainda menos de Carolina.
Ao lembrar-se da cena dela beijando-o no bar, ele mal podia se conter de raiva!
O preconceito nasceu daÃ!
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Além disso, o encontro dela com Paulo Belo só aumentou suas suspeitas.
Se não fosse o fato de ela pode ser útil ao Miro, ele já teria se livrado dela.
â¦
Por outro lado, Carolina, após sair do hospital, ligou imediatamente para o Bairro Hélios para perguntar sobre o divórcio de Carlos.
Do outro lado da linha, Bairro Hélios pediu que ela aguardasse um momento enquanto entrava em contato com Carlos.
Carolina agradeceu educadamente com um âObrigada pelo esforçoâ e desligou.
Ela pegou um táxi e foi direto para o cartório.
No caminho, ligou para Tânia Souza, que acabara de fazer compras e estava muito animada:
âVou ver as crianças agora. Estou tão emocionada.â
Carolina sorriu: âEu já falei com os meninos, e eles também estão ansiosos pela sua visita, esperando em casa.â
âEstou mais ansiosa ainda. Você já resolveu tudo? Pagou a dÃvida?â
âSim, acabei de sair do hospital e já entreguei o dinheiro à quele homem desagradável.â
âO que ele disse?â
â⦠Ele disse que era o avô dele e então ficou com uma cara fechada, e não me tratou bem em momento algum.â
Na visão de Tânia, LaÃn, o pai de Ledo, era um estuprador!
ââ¦â Na verdade, Carolina também se sentia um pouco insatisfeita, pois sua vida miserável tinha a responsabilidade dele também!
Se não fosse por ele, talvez ela e Carlos tivessem vivido felizes juntos.
Mas ela tinha medo.
Temia que, ao tentar descobrir a verdade, acabasse se expondo e desencadeasse outra batalha pela guarda das crianças, o que seria desastroso para ela.
Ele estava tão bem agora, enquanto ela estava mal!
Era como se ele fosse o capital e ela a classe trabalhadora. Afinal, a classe trabalhadora pode vencer o capital numa luta?
Melhor deixar para lá.
Em vez de se vingar do passado, o melhor era se divorciar de Carlos o quanto antes e estabilizar-se com seus três pequenos. Isso era a decisão certa.
Tudo pelo bem das crianças; ela não podia deixar que levassem uma vida nômade para sempre.
âVou deixar o assunto dele para lá. Primeiro vou ao cartório me divorciar.â
â⦠Ah, está bem. Tem certeza que quer se divorciar?â
âSim, estou decidida. Não sei a que horas poderei me divorciar. Vou primeiro ao cartório e entro na fila. Vocês me esperem em casa. Vou ligar quando terminar.â
Carolina riu: âBem, vamos beber um brinde à noite.â
âAté ficarmos bêbados!â
âCombinado!â
Carolina sonhava com um futuro melhor, e a alegria era evidente em seu rosto.
Mas a realidade é muitas vezes mais cruel do que os sonhos.
Carlos lhe deu um golpe devastador!