Se não fosse pelo banquete de aniversário de César, talvez eles nunca se encontrassem em toda a vida.
Os cÃrculos da alta sociedade não são tão facilmente penetráveis quanto alguns podem desejar.
César era o grande amigo de Carlos, enquanto Henrique havia sido trazido por um amigo de um amigo de César.
Consciente de seu status inferior, Henrique, ao ver que Carlos realmente não havia bebido, ficou apenas momentaneamente embaraçado, sem perder a compostura, e continuou a sorrir ao dizer, âMe chamo Henrique, sou o atual gerente do Grupo Carvalho, há tempos desejava conhecer o Sr. Belo. Hoje, finalmente o encontrei, então aproveito a oportunidade para me apresentar e entregar meu cartão.â
Henrique, com determinação, retirou seu cartão e o estendeu a Carlos.
Carlos olhou para o cartão, mas não estendeu a mão para pegá-lo.
O rosto de Henrique ficou vermelho de vergonha e ele não sabia como se acalmar, quando Carlos subitamente levantou a mão e pegou o cartão de visita.
Henrique ficou surpreso e logo em seguida exultante, contente consigo mesmo.
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Carlos observou o cartão e o guardou no bolso, levantou sua taça e brindou à mesa, bebendo em seguida.
Henrique ficou tão lisonjeado que encheu seu próprio copo e bebeu três copos seguidos!
Todos presentes tinham boa percepção social e, embora parecessem girar em torno de César, seus olhares nunca se desviaram deste lado da sala.
Notando que Carlos havia aceitado o cartão de Henrique e bebido com ele, imediatamente dirigiram a atenção a Henrique.
Assim que Henrique se afastou de Carlos, cercaram-no, entregando cartões e bebendo junto a ele, rapidamente estabelecendo uma conexão.
Obviamente, eles nem se conheciam antes, mas agora eram tão próximos quanto irmãos.
Esse era o poder de Carlos.
Sem dizer uma palavra, Ele poderia mudar o destino de uma pessoa.
Mas o que as pessoas desconheciam era que Carlos demonstrara consideração por Henrique por causa de Carolina.
â¦
Por aqui, Carolina havia retornado ao quarto particular.
Embora tenha tentado esconder sua agitação, LaÃn notou algo estranho, âMamãe, o que aconteceu?â
âNão é Nada, por quê?â Carolina perguntou de volta, disfarçando.
LaÃn Paz franzia a testa observando-a, âSeu cabelo está bagunçado, e suas mãos, como se machucaram?â
Carolina mentiu, Lucas se aproximou rapidamente, âMamãe, Está doendo?â
âNão dói, se doesse, mamãe teria percebido.â
â Lucas sopra com a boca e vai sarar rapidamente.â
Carolina sorriu, âSim, obrigada Lucas.â
Com a cabeça baixa, LaÃn percebeu as marcas de arranhões em seu pescoço, franzindo a testa, mas não disse mais nada.
Tânia, descomplicada como sempre, não percebeu o pescoço de Carolina, apenas a ferida em sua mão.
Enquanto chamava o garçom para trazer álcool e band-aid, ela disse, âQuem foi que você viu para ficar tão agitada? Tão descuidada.â
Carolina respondeu âHenrique.â
Tânia ficou surpresa: âVocê viu o Henrique?â.
âSim, ele estava aqui para um compromisso social, coincidentemente nos encontramos e conversamos um pouco.â
ââ¦â¦Henrique é um talento, já demonstrado antes na escola, senão Helena também não teria se interessado por ele.â