CapÃtulo 375 Uma friagem emergiu dos pés de Ãngela.
Ela estava quase certa de que não era uma ilusão.
Ela era normal, sem problemas psiquiátricos.
Havia apenas uma explicação, ela tinha visto um fantasma!
Esse fantasma certamente não estava ali por ela, mas sim por Felipe. Ela queria perguntar se ele também havia visto, mas a pergunta ficou presa em sua garganta.
Ele tinha uma energia vibrante, e fantasmas geralmente não ousavam aparecer perto dele, além disso, era um tabu para ele. Se ela mencionasse de repente, provavelmente ele ficaria irritado.
Depois de fechar as cortinas, ela seguiu Felipe de volta ao quarto.
No dia seguinte, após o café da manhã, Manuela e Sueli vieram buscar Nilo e Galeno, eles tinham combinado de ir juntos para a Praia dos Recifes para capturar caranguejos.
Ãngela sentouâse numa cadeira de praia próxima, olhando as crianças enquanto desenhava.
Elton se aproximou e deu uma olhada em sua prancheta.
Ela estava desenhando uma mulher de vermelho, mas havia desenhado apenas o corpo, sem o.
rosto.
âQuem você está desenhando?â Ele perguntou, curioso.
Ãngela colocou o pincel de lado e olhou para ele, seu olhar era sutil, mas cheio de significado.
âVocê acredita em fantasmas?â
Sua voz era tão baixa que mal saÃa de seus lábios e chegava aos ouvidos dele.
Elton hesitou, pensando que era uma brincadeira e respondeu em tom de deboche. âEu nunca vi nenhum, acho que têm medo de mim, não se atrevem a chegar perto.â
O olhar de Ãngela voltouâse para o desenho. âOntem à noite, eu vi um.â
Elton estremeceu, fixando o olhar na mulher sem rosto no desenho, âVocê está desenhando⦠um fantasma?â
Ãngela não respondeu e continuou a desenhar, adicionando o rosto à mulher.
Elton ficou pasmo, seus olhos se arregalaram mais que sinos, âIsso é⦠Leila?â
Ela levantou ligeiramente as sobrancelhas. âParece com ela?â
Ele assentiu, era idêntica.
âFelipe também viu?â
10:30 Capitulo 375 âNão sei.â Ela deu de ombros. âEla veio certamente por Felipe, não faria sentido ser por mim, certo?â
âIsso não é tão certo.â A expressão de Elton tornouâse séria. âSe você a ver novamente, me avise imediatamente, quero ver se é pessoa ou espÃrito.â
Os olhos de Ãngela escureceram ligeiramente, se ela ainda estivesse viva, por que não apareceria em vez de criar esse mistério?
Será que queria assustáâla? Tiráâla do caminho?
Nesse momento, Felipe saiu do hotel após uma videoconferência.
Ao vêâlo, Odineia correu ao seu encontro com um sorriso encantador. âSr. Felipe, que tal tomarmos um drink juntos?â
Felipe foi frio como gelo. âNão estou interessado.â
Sua voz era tão fria quanto sua expressão, como o choque entre dois blocos de gelo.
Odineia sentiu um arrepio, como homens não se derretiam diante de sua beleza?
No entanto, ele a tratava como se ela não existisse, com total indiferença!
Ela começou a questionar o seu próprio charme!
âÃngela está num papo animado com meu cunhado, sem a menor preocupação em disfarçar, você deveria ficar de olho, para não acabar sendo traÃdo novamente.â
âSe não tem nada de bom para dizer, fique quieta.â A voz de Felipe se tornou glacial e ele se afastou, deixando um rastro de frio que parecia congelar o ar ao redor.
Odineia involuntariamente se encolheu, quase rachando seu sorriso.
å ¨ Quando Felipe se aproximou, Ãngela fechou rapidamente a prancheta para que ele não visse a âmulher fantasmaâ.
Felipe notou o movimento discreto, mas não disse nada e a abraçou pelos ombros, âVamos caminhar na praia?â
âEstá bem.â Ãngela acenou com a cabeça e o seguiu.
Elton sentiu uma pontada no coração. Ele sabia muito bem que Ãngela agora era esposa de Felipe, sua cunhada, e a menos que ambos se libertassem, nunca poderiam ficar juntos novamente.
Mesmo que ele estivesse cheio de amor, só podia reprimiâlo no fundo do coração.