CapÃtulo 376 Ãngela acompanhou Felipe numa caminhada pela praia, depois foram até as pedras, onde se juntaram à s crianças para capturar caranguejos.
Ela escalou um rochedo, varrendo a vista pela areia de tempos em tempos.
Em plena luz do dia, sob o sol escaldante, fantasmas eram impossÃveis. Se ela visse aquela mulher novamente, significaria que ela não era um espÃrito, mas sim uma pessoa de carne e Osso.
Felipe sentouâse em uma cadeira de praia, seu olhar flutuou até o cavalete dela, movido pela curiosidade, ele o abriu para dar uma espiada.
Ao ver a mulher retratada, um vislumbre de choque passou por seus olhos, silencioso e efêmero.
Ãngela, astuta, pegou aquela cena, e seu coração disparou. Rapidamente desviou o olhar, fingindo não ter visto nada, bancando a desentendida.
Felipe, com a prancheta em mãos, aproximouâse, saltou sobre o rochedo e estendeu o desenho diante dela: âQuem você pintou aqui?â
Ela fez uma careta, aquele cara realmente tinha um sexto sentido para sua musa do passado. Bastou ver o desenho para vir inquirir.
âE então, você conhece esta mulher?â Ela rebateu a pergunta, sentandoâse propositalmente.
Felipe, dominando a cena de cima, fitouâa profundamente por um instante, então se agachou: âPor que você a desenhou de repente?â
Ãngela exibiu um sorriso misterioso, sussurrando: âE se eu disser que essa é a fantasma que vi ontem à noite, você acharia que eu enlouqueci?â
Ele estremeceu levemente: âVocê a viu?â
âSim.â Ela assentiu. âTrês vezes. A primeira foi durante o jantar, ela estava parada sobre os rochedos distantes. Pisquei e ela desapareceu. A segunda vez foi durante os fogos de artifÃcio, ela estava entre a multidão, e quando os fogos explodiram, sumiu. A terceira foi de madrugada, eu estava bebendo água na janela e a vi sob uma palmeira, desaparecendo num piscar de olhos. Se não é um fantasma, o que mais poderia ser?â
Felipe imediatamente lembrouâse do comportamento atÃpico dela na noite anterior, então era por causa do âfantasmaâ!
Seu semblante foi aos poucos se fechando, ele jamais acreditara em espÃritos e fantasmas. Não existiam fantasmas, apenas pessoas que enganavam os outros com truques.
âSeja cautelosa nos próximos dias, se você a ver novamente, me avise imediatamente.â Ãngela lançouâlhe um olhar profundo: âVocê nunca a viu?â
10:30 CapÃtulo 376 Os olhos escuros de Felipe reluziram friamente: âNem demônios ousariam aparecer diante de mim.â
Caso contrário, o fim deles seria terrÃvel.
Ãngela entendeu que ele provavelmente suspeitava de alguém se passando por Leila, enganando as pessoas com más intenções.
Mas, neste mundo, haveria alguém que se parecesse tanto com Leila?
Ela não tinha uma irmã gêmea idêntica.
âOuvi dizer que no fim do ano, o outro mundo permite que os ancestrais visitem seus entes queridos.
Que tal mandar seus homens comprarem algumas velas e flores para queimar para Leila?â
Felipe deu um leve toque na testa dela: âVocê realmente pensa que viu um fantasma?â
Ela deu um sorriso sem graça: âEu sempre acreditei que as pessoas têm alma.â
O sorriso de Felipe se curvou em um arco frio e malicioso: âEntão eu definitivamente preciso pegar esse fantasma e revelar sua verdadeira face.â
Ãngela suspirou interiormente, ele parecia indiferente agora, mas se fosse realmente sua amada do passado, não ficaria com o coração despedaçado?
Ela saltou do rochedo, lembrandoâse repentinamente da leitura do tarô que previra um poderoso rival no amor, alguém do passado de Felipe, um amor platônico.
Seria Leila transformada em fantasma?
Deus, ela não queria competir com um espÃrito!
Nas pedras, Galeno capturou um grande caranguejo, dançando de alegria com seu baldinho.
Correndo até Elton, ele exclamou, âPapai, olhe, peguei um caranguejo enorme! Quero leváâlo para casa e guardáâlo no aquário.â
âClaro.â Elton sorriu, afagando os cabelos do filho.
Lisa se aproximou, mesmo que Elton a detestasse, ela se imporia a ele. Mesmo rejeitada, ela se manteria firme ao seu lado.
A palavra âdesistirâ nunca esteve no dicionário da vida dela.